
A arte de se representar alguém que você não é em situações dramatúrgicas e com fins de entretenimento. Essa é a profissão do ator, que pode trabalhar no cinema, na televisão ou na sua primeira vertente: o teatro. A arte dramática surgiu na Grécia antiga no século V a.C., e teve como primeiro ator que se tem registro o grego Tespis, que deu vida ao primeiro monólogo ao encarnar o deus grego Dionísio. Atualmente, as peças teatrais são encenadas de modo a levar diversão, cultura e lazer para os espectadores; são apresentadas diversas histórias, dramáticas, épicas, fantasiosas, infanto-juvenis, cômicas, românticas, musicais, religiosas, dentre outras.
A origem do Dia do Artista de Teatro se deve à publicação do Decreto de Lei nº 6.533, de 24 de maio de 1978, que passou a regulamentar as profissões de artista e técnico de espetáculos de diversões. Mesmo criada em maio, a lei só foi publicada no Diário Oficial da União em 19 de agosto de 1978, o que ocasionou a escolha por tal data como forma de homenagem aos atores de teatro, os quais estão fortemente ligados aos profissionais de espetáculos de entretenimento.
O Dia do Artista de Teatro é um tributo não só aos atores e diretores que participam do teatro, mas também dos demais profissionais envolvidos na montagem cênica para que a peça ocorra, tais como os sonoplastas, iluminadores e figurinistas, dentre outros.
A origem da arte dramática teatral no Brasil começou a ser representada no século XVI, sempre com temática religiosa, de modo a propagar a fé na população. Mas foi somente com a vinda da família real portuguesa para o Brasil em 1808 que o teatro começou a ter um maior progresso em território nacional.
O ator fluminense João Caetano foi o responsável por estimular os atores brasileiros a terem uma formação, desenvolvendo então, em 1833, a primeira companhia brasileira para o ensino desta profissão. Essa companhia enfrentou muitos problemas, já que a maioria dos primeiros atores brasileiros não eram letrados e tinham pouco ou nenhum conhecimento a respeito de uma visão mais globalizada do fenômeno teatral. Para piorar, a presença de mulheres em peças teatrais era rara, já que eram vistas como promíscuas. Um decreto de D. Maria, a Louca, proibiu terminantemente a participação de mulheres na arte de interpretação. Isso garantiu graves problemas a João Caetano na hora de encenar algumas obras que tinham papéis femininos no centro do enredo, como Romeu e Julieta, em que a protagonista tinha que ser vivida por um homem.
Com o passar do tempo, o surgimento do cinema e da televisão foram diminuindo o interesse das pessoas pelo teatro, mas ele ainda é uma grande atividade cultural que atrai muitos espectadores, e também atores, que preferem muitas vezes os palcos por um contato mais íntimo com o público. Uma das mais célebres atrizes brasileiras de todos os tempos, Fernanda Montenegro, já indicada ao Oscar, coleciona uma série de passagens por aclamadas peças teatrais.