
O Dia Nacional do Ciclista é celebrado anualmente no Brasil em 19 de agosto, segundo projeto de lei da Câmara dos Deputados (PLC 43/08) que recebeu em 2013 parecer favorável da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
A origem do Dia Nacional do Ciclista se deve a uma forma de homenagear o ciclista e biólogo Pedro Davison, morto em 19 de agosto de 2006 depois de ser atropelado por um carro no Eixo Rodoviário Sul, em Brasília, quando tinha apenas 25 anos. O atropelador dirigia em alta velocidade e estava embriagado. O motorista atropelou o rapaz em faixa proibida para circulação de veículos automotores, não deu assistência à vítima e ainda fugiu. Para finalizar a infração gravíssima, sua carteira de habilitação estava vencida.
Infelizmente, tal trágico episódio é mais recorrente no Brasil do que se imagina, já que a imprudência de motoristas que dirigem em velocidade excessiva e muitas vezes bêbados acaba por fazer muitas vítimas, dentre elas frequentemente ciclistas. Estima-se que atualmente existam cerca de 60 milhões de ciclistas em todo o Brasil. Algumas prefeituras vêm investindo em ciclo faixas e ciclovias para que as pessoas possam andar de bicicleta livremente. Essa medida foi uma das principais promovidas pelo governo do prefeito Fernando Haddad em São Paulo, maior cidade do Brasil.
A bicicleta, além de ser um meio de transporte extremamente sustentável e econômico, já que não requer combustível nem emite gás tóxico para a atmosfera terrestre, também é saudável, já que é uma maneira muito prática de se exercer uma atividade física.
O excessivo número de carros é um grave problema de mobilidade urbana e também ambiental, já que acaba resultando em muitos acidentes, longos engarrafamentos e também poluição. Além do mais, contribui para o sedentarismo e obesidade nos motoristas.
“O dia nacional será importante para promover o uso da bicicleta, um meio de transporte sustentável e viável. É preciso lembrar que não apenas os esportistas, mas também muitos trabalhadores usam a bicicleta e precisam trafegar com segurança e respeito” pontua Elizabeth Davison, mãe do ciclista morto, e que acompanhou a votação do projeto ao lado de seu marido Pérsio e de um grupo de defensores dos direitos dos ciclistas.