
No dia 18 de agosto é comemorado o Dia da Revolução Cultural. Tal data tem origem histórica na China, entre 1966 e 1976, década de grandes transformações histórico-sociais.
Foi nessa época que Mao Tse-Tung deu início à chamada Revolução Cultural, também conhecida como Grande Revolução Cultural Proletária, iniciada em 18 de agosto de 1966 e encerrada somente com a morte de seu líder. Teve considerável repercussão internacional.
A revolução teve início quando Mao resolveu estabilizar seu poder apoiando-se na população mais jovem da China. O governante ambicionava eliminar do Partido Comunista Chinês os seus elementos “revisionistas”, limitando assim o poder da burocracia. Os “guardas vermelhos”, que nada mais era do que um grupo de jovens inspirados pelos valores do Pequeno Livro Vermelho, acabaram se tornando o braço direito de Mao Tse-Tung nessa revolução.
Os intelectuais da época, assim como os conjuntos partidários, foram humilhados. Os tradicionais princípios chineses e os valores ocidentais foram denunciados em nome da batalha contra as “quatro velharias”, o que resultou na destruição de milhares de culturas e templos budistas. Os “guardas vermelhos” se expressaram politicamente pelos “dazibao”, cartazes presos nos muros. A desordem se formou antes que a situação fosse controlada por Chu en Lai. O caos deu a Mao a possibilidade de retomar o comando do Estado e do partido, mas pagou um preço muito caro, já que a Revolução Cultural causou a morte de milhares de chineses.
O principal mote para o pontapé inicial da Revolução Cultural foi uma peça teatral apresentada em 1961: A Destituição de Hai Rui de Wu Han, na época vice-prefeito de Pequim. Uma crítica de Yao Wenyuan, publicada em novembro de 1965 em um jornal denunciava a peça de fazer uma ofensiva velada a Mao, e muitas críticas, então, passaram a surgir, agredindo diversos intelectuais conhecidos.
A Revolução Cultural foi a responsável pela China entrar em um caos e em uma guerra civil quando Mao apelou aos seus operários que tomassem parte ativa nos acontecimentos. Em 28 de janeiro de 1967, o governante entregou ao exército a função de defender as fábricas e de proteger os “verdadeiros revolucionários”.
Em suma, a Revolução Cultural esteve presente de modo a incluir a participação intelectual nos acontecimentos políticos da revolução na China e é relembrada até hoje mundialmente como um dos episódios mais famosos e importantes da história do país.