
O Dia do Corpo Auxiliar da Marinha é celebrado em 26 de novembro como forma de homenagem histórica ao fim da “Revolta da Chibata”.
A rebelião foi liderada pelo navegante negro e herói brasileiro, João Cândido Felisberto, e que reivindicava, dentre outras coisas, o fim dos castigos físicos dentro da Marinha, melhorias na alimentação dos marinheiros e anistia para todos os revoltosos que haviam se rebelado em 22 de novembro de 1910, após a aplicação integral da punição de 250 açoites contra o então marinheiro brasileiro, Marcelino Rodrigues, diante de toda a tripulação. Tal castigo não foi interrompido mesmo depois de Marcelino desmaiar.
O fim do motim sem maiores incidentes só foi possível graças à aprovação de um projeto no Congresso Nacional brasileiro, que previa anistia para os rebeldes e a extinção dos castigos corporais que naquele tempo eram aplicados pelo regime disciplinar da Marinha brasileira.
Apesar do fim da rebelião com sucesso para os rebeldes, seu líder, o “almirante negro” terminou seus dias como expulso da corporação, internado como louco em um manicômio. Morreu na mais absoluta miséria aos 89 anos de idade, sem ter conseguido alcançar qualquer patente na sua carreira militar.
Os militares da Marinha do Brasil estão organizados em graus hierárquicos, sendo estes de Oficiais e de Praças, as quais são organizadas também em Corpos. O Corpo Auxiliar de Praças (CAP) destina-se a executar e apoiar, no nível técnico, as gestões Administrativa, Operativa e de Saúde da Marinha.