Apesar de soar pouco comum para as mulheres e população brasileira em geral, a mutilação genital feminina é uma prática bastante difundida, especialmente em países da África Oriental e Oriente Médio.
Tal prática consiste na retirada parcial ou total do órgão genital feminino, tanto por questões culturais quanto por questões sociais. Geralmente realizada em crianças e adolescentes até 15 anos, também é performada em mulheres adultas, e traz uma série de consequências sérias a vida dessas mulheres
Dentre os principais malefícios da prática de mutilação genital feminina, estão em primeiro lugar infecções urinárias e hemorragias graves. No entanto, no longo prazo as consequências são bem mais sérias, uma vez que incluem infecções graves, infertilidade e complicações na gestação com risco de morte natal.
Assim, evitar que tal prática ocorra é fundamental para preservar a saúde de literalmente milhões de mulheres. Para se ter ideia, de acordo com levantamento realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 200 milhões de mulheres passaram por algum procedimento de mutilação genital. Trata-se de uma questão tão séria que 91% das mulheres do Egito entre 19 a 41 anos tiveram a genitália mutilada.
Infelizmente, não existe previsão de melhoras para esse quadro. De acordo com a Anistia Internacional, todos os anos mais de 3 milhões de meninas e mulheres correm o risco de passarem por algum procedimento de mutilação genital. Isso significa que diariamente 8.000 mil meninas estão expostas a esse risco.
Por isso é tão importante que organizações como a ONU, Estados e sociedade civil como um todo se organizem para prevenir essa terrível prática, que não só traz consequências sérias à saúde da mulher como também contribui para acentuar a desigualdade de gênero existente em todas as sociedades e acentuada naquelas islâmicas.6