O Dia Mundial da Vida Selvagem foi instituído em homenagem ao mesmo dia do ano de 1973, quando foi assinada a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas (CITIES).
Desde de 2013, o dia 3 de março é considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o "Dia Mundial da Vida Selvagem", com o objetivo de comemorar a multiplicidade das espécies, mas também de alertar sobre os perigos que ameaçam a fauna e a flora mundial.
Este dia tenta relembrar o contributo das plantas e dos animais selvagens para o desenvolvimento sustentável e para o bem-estar geral da humanidade, além dos perigos diários que a vida selvagem corre em diversas frentes.
A Organização das Nações Unidas ainda fornece dados como, por exemplo:
- 20.000 a 25.000 elefantes mortos anualmente em África
- 100.000 elefantes africanos mortos de 2010 e 2012
- 1.215 rinocerontes mortos em 2014 na África do Sul
- 220 número de chimpanzés mortos em 2014
- 1 milhão de pangolins retirados do seu habitat em dez anos
O relatório do Planeta Vivo (Living Planet Report - LPR), divulgado no segundo semestre de 2016, aponta que, em média, a abundância das espécies de vertebrados diminuiu 58% desde 1970 e, se as atuais tendências continuarem, até 2020 esse declínio chegará a 67%. Mesmo quando as metas projetadas pelas Nações Unidas são de acabar com a perda da biodiversidade até 2020.
Em termos de diversidade de fauna e flora, as florestas tropicais estão entre os ecossistemas mais ricos do planeta e que sofreram a maior perda de área. O LPR fala de 48,5% do habitat das florestas tropicais que foram convertidos para uso humano até os anos 2000.
Os países, com suas sociedades e seus líderes de governo, precisam reafirmar o compromisso humano de preservar a vida selvagem, a fim de que ela não se esvaia, e o dia 03 de março serve para realertar sobre essa importância, reafirmando dados e expondo descasos.