
Sancionado pelo Ministério da Saúde e o da Educação e Cultura em 8 de novembro de 1967, o Decreto de Lei nº 5.352 oficializou o dia 5 de agosto como o Dia Nacional da Saúde, de modo a incentivar a maior preocupação e atenção por parte da população brasileira no que diz respeito a hábitos sanitários e de higiene pessoal, com a finalidade de preservar a saúde e evitar doenças.
A data foi escolhida justamente em homenagem ao célebre médico Oswaldo Cruz, um dos maiores sanitaristas da história do Brasil. Nascido em 5 de agosto de 1872, ingressou na faculdade de medicina aos 15 anos. Formou-se em 1892 e fez especialização em bacteriologia em Paris. De volta ao Brasil, foi o fundador do Instituto Soroterápico Nacional (hoje Fundação Oswaldo Cruz) e da Academia Brasileira de Ciências.
Atuou como Diretor Geral de Saúde Pública (cargo hoje correspondente ao Ministério da Saúde), promovendo eficientes campanhas de saneamento. Diminuiu consideravelmente a incidência de peste bubônica, exterminando ratos, cujas pragas transmitiam a doença. Mais tarde, com o surto nacional de varíola, decretou a vacinação obrigatória da população, que fez frente à decisão do médico e acabou resultando na Revolta da Vacina em 13 de novembro de 1904. Anos depois, Oswaldo Cruz deixou a diretoria para se dedicar apenas ao Instituto Soroterápico, onde lançou importantes campanhas, conseguindo erradicar a febre amarela no Pará e reduzindo o número de mortes por malária na região norte.
Devido aos seus inúmeros feitos em prol do benefício da saúde geral da população brasileira, Oswaldo Cruz, cuja morte completa seu primeiro centenário em 11 de agosto de 2017, é reverenciado com tal homenagem.
Popular médico da atualidade, Dráuzio Varella tem em suas frases: “A saúde como direito de todos e dever do Estado é uma demagogia e ainda tira a responsabilidade dos cidadãos sobre o próprio bem-estar: se Estado é quem cuida, não sou eu”. Polêmica e com o intuito de provocar, tal colocação critica a ineficiência do governo brasileiro no investimento em políticas públicas de saúde, evidenciando a necessidade de uma maior união dos profissionais da área e das instituições, e também a responsabilidade do cidadão comum para a manutenção de uma boa saúde. Para tal, vai muito além da questão de se frequentar um médico quando se adoece, mas sim buscar constantemente um estilo de vida mais saudável, com alimentação balanceada, prática de atividade física e exames periódicos para prevenção de problemas mais graves futuramente.